CENÁRIO ECONÔMICO MENSAL - MARÇO/2026

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1. Cenário internacional: crescimento moderado e incerteza geopolítica
 

       A expectativa de crescimento para o PIB mundial é de 3,3% em 2026, com baixo dinamismo nas economias avançadas, cuja expansão gira em torno de 1,8%, e de 1,2% na Europa. Já os Estados Unidos mantêm resiliência, com crescimento de 2,7%, sustentado pelo consumo e investimento em tecnologia, embora a escalada do conflito com o Irã traga incertezas e possíveis impactos sobre juros e atividade.

    Nas economias emergentes, apesar de ainda liderarem o dinamismo global, observa-se perda de fôlego ao longo do período, a expectativa de crescimento passa de 4,4% em 2025 para 4,2% em 2026. A China, em particular, mantém taxas mais elevadas, porém em trajetória de desaceleração. De acordo com o novo plano quinquenal chinês, a meta de crescimento para 2026 é de 4,5-5,0%, a menor desde 1991, em meio a fragilidades como a crise imobiliária e a fraqueza da demanda doméstica. Na América Latina, a expectativa é de crescimento econômico moderado, com inflação ainda elevada em alguns países, especialmente na Argentina.


 
2. Aumento do preço do petróleo e da aversão ao risco: impactos econômicos para o Brasil
 
      O aumento do preço do petróleo, decorrente da eclosão e escalada da guerra do Irã, tem efeitos mistos para o Brasil. Por um lado, há impactos positivos, como a melhora das contas externas e do saldo comercial, além do aumento da arrecadação fiscal via royalties e tributos; estima-se que cada elevação de US$ 10 no Brent possa elevar o superávit comercial em cerca de US$ 8,5 bilhões. Por outro lado, há efeitos negativos, incluindo pressão inflacionária e risco de juros mais altos, com um IPCA potencial de 5,17% em 2026 caso o Brent permaneça próximo de US$ 100, além de maior volatilidade cambial.


3. PIB brasileiro em 2025
 
      O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, abaixo da média de 2022-2025 (3,0%) e da média mundial (3,5%). O avanço foi puxado principalmente pela agropecuária e pela indústria extrativa, sem esses dois segmentos, o crescimento teria sido de apenas 1,3%.  Já a indústria de transformação perdeu dinamismo (-0,2%) pressionada por juros elevados e incertezas externas.

 
4. Cenário doméstico atual
 
       O mercado de trabalho segue resiliente, com queda do desemprego, crescimento do emprego formal e aumento da massa salarial. Em relação às concessões de crédito, observa-se aceleração nos últimos meses, acompanhada por um aumento da inadimplência. No âmbito da política monetária, a expectativa é de que a Selic encerre 2026 em torno de 12,25%, permanecendo em nível contracionista.

 
5. Perspectivas para o PIB do 1º trimestre de 2026
 
      No 1º trimestre de 2026, o Fiesp Data Tracker sinaliza reaceleração do PIB, com expansão da indústria geral (+0,3%), agropecuária (+3,5%), setor de serviços (+0,8%), consumo das famílias (+0,7%) e exportações (+0,3%). Por outro lado, indica queda da indústria de transformação (-0,1%) e dos investimentos (-1,4%).


6. Expectativas para a produção industrial em 2026
 
   Para o ano de 2026, a Fiesp projeta crescimento de 0,9% da produção da indústria geral; estabilidade na indústria de transformação, após queda em 2025 (-0,2%); forte expansão da indústria extrativa (+6,2%), puxada por petróleo e gás.
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    Fonte: FIESP


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